Saúde e Nutrição
Saúde e Nutrição

Como fazer dieta sem gastar muito

  

*Fernanda Portes

Mande suas dúvidas e sugestões para

o e-mail alimente@opopular.com.br

  

"As cápulas em geral não

farão grandes diferenças,

mesmo que você as use da

maneira correta."

 

"Fernanda, este ano quero ir ao seu consultório, vou fazer minha dieta, mas antes vou precisar de mais grana pra comprar as coisas da dieta, né?" Isso foi parte de uma conversa que tive comum conhecido na última semana. Resumindo, ele acrditava que, para seguir uma dieta saudável, precisaria gastar mais dinheiro do que estava acostumado, mas, diferentemente do que a indústria do emagrecimento prega, a realidade não é bem essa. Dá, sim, para manter uma alimentação equilibrada e saudável sem precisar vender seus órgãos para isso. Em tempos de crise ou simplesmente economia, você não precisaria adiar a dieta saudável, mas sim aprender a lidar com as possibilidades de troca, mantendo o foco no básico e no essencial.

Um dos erros mais comuns de quem vai começar uma dieta é sair por aí comprando tudo que acha ser saudável ou que ajuda a emagrecer. Se gasta um dinheirão com cápsulas de produtos dito naturais que prometem reduzir o apetite ou aumentar a queima de calorias. A criatura vai à loja de naturebas e enche a sacola de farinhas que nunca viu na vida e não sabe usar; passa no supermercado e compra tudo quanto é bobagem industrializada com as palavras fit, light, leve, zero, diet, etc. Tudo isso sem saber ao certo se são realmente indispensáveis. 

Minha gente, não é por aí. As cápsulas em geral não farão grandes diferenças, mesmo que você as use da maneira correta. Além disso, a maioria de quem compra se esquece de tomar na segunda semana, quando a empolgação diminui. Com as farinhas naturebas, a turma começa fazendo umas vitaminas com tanta coisa que, quando calculo, extrapolam suas necessidades; com o tempo, se cansam e terminam com um monte de farinha perdida no fundo do armário. Sobre a linha dietética do supermercado, a compra desses produtos não é essencial. Produtos com menos calorias apresentam uma redução calórica média de 25%, quando comparados com a versão original, mas se não dá para pagar a mais por eles, basta comer uma quantidade menor do original.

"Nutri, no que devo investir meu dinheiro, então?" No essencial. Bem, o que não pode faltar em refeições saudáveis? No almoço e jantar, o ideal é o básico e se resume a arroz, feijão, carne e salada com cerca de quato vegetais crus ou cosidos. Nessas refeições dá para economizar na carne, preferindo as mais magras, como frango, ou por vezes subtituí-la por ovo ou sardinha, ou um peixe de promoção. Quanto aos vegetais, basta escolher os que estão em conta e na época - em geral, no nosso País, eles não pesam no orçamento.

No café da manhã e nos lanches, o básico se resume a frutas (prefira comprar as da estação, são mais nutritivas e baratas), leite ou derivados e pães ou similares. Para leite e companhia, prefira leite desnatado e queijo fresco. Se iogurte pesa no orçamento, invista no próprio leite ou faça seu iogurte caseiro natural desnatado. Com 1 pote de iogurte natural denatado mais um litro de leite, você pode preparar um litro de iogurte natural desnatado. Se o pãozinho francês está valendo ouro, subtitua-o por outra fonte de carboidrato conforme o preço, como um pão de milho, de mandioquinha, integral ou mesmo seus substitutos - torradas e bolachas de água, simples, sem recheios ou coberturas.

Em geral, esses são alimentos que têm baixo valor comercial, mas que contêm alto valor nutricional. Mais vale comer uma banana noral (uma unidade média com 50g, com custo médio de 30 centavos) do que uma barrinha de banana zero açúcar industrializada de 25g com custo médio de R$ 1,50. Lembre-se: quanto mais próximo é um alimento da terra, de sua origem, mais ele é saudável, pois foi pouco ou nada processado. No fim, são nesses alimentos que seu dinheiro deve ser investido.

 

Fernanda Portes, Coluna Alimente do jornal O Popular, Goiânia, 18/02/2015.

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